Um Refúgio para Toda a Vida
71 1 Em ti, meu Pai, me refugio; que eu jamais seja envergonhado. 2 Na tua justiça, livra-me e resgata-me; inclina os teus ouvidos para mim e salva-me. 3 Sê a minha rocha de refúgio, à qual eu sempre possa vir; deste ordem para me salvar, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4 Meu Pai, livra-me da mão do ímpio, das garras do injusto e cruel.
5 Pois tu és a minha esperança, Pai Soberano, a minha confiança desde a minha juventude. 6 Em ti me firmei desde o nascimento; foste tu quem me tirou do ventre de minha mãe. A ti sempre louvo. 7 Tornei-me um prodígio para muitos, mas tu és o meu forte refúgio. 8 A minha boca está cheia do teu louvor, e da tua glória todo o dia.
9 Não me rejeites no tempo da velhice; quando as forças me faltarem, não me desampares. 10 Pois os meus inimigos falam contra mim; os que espreitam a minha vida conspiram juntos. 11 Dizem: “Deus o abandonou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.”
12 Meu Pai, não te afastes de mim; meu Pai, apressa-te em socorrer-me! 13 Sejam envergonhados e consumidos os meus acusadores; os que procuram o meu mal sejam cobertos de escárnio e vergonha.
14 Mas eu esperarei continuamente e te louvarei cada vez mais. 15 A minha boca falará da tua justiça, da tua salvação todo o dia, ainda que eu não conheça a sua plena medida. 16 Virei proclamando os feitos poderosos do Pai Soberano; anunciarei a tua justiça, só a tua.
17 Meu Pai, tu me ensinaste desde a minha juventude, e até hoje anuncio as tuas maravilhas. 18 Assim, ainda quando eu for velho e de cabelos grisalhos, meu Pai, não me desampares, até que eu anuncie o teu poderio a outra geração, o teu poder a todos os que hão de vir.
19 A tua justiça, meu Pai, alcança os altos céus. Tu que fizeste grandes coisas, meu Pai, quem é semelhante a ti? 20 Tu que me fizeste ver muitas angústias e calamidades me restaurarás a vida; das profundezas da terra me farás subir novamente. 21 Aumentarás a minha honra e de novo me consolarás.
22 Também te louvarei com a harpa pela tua fidelidade, meu Pai; a ti cantarei louvores com a lira, ó Santo de Israel — meu Pai. 23 Os meus lábios exultarão de alegria quando eu cantar louvores a ti, e também a minha alma, que tu remiste. 24 E a minha língua falará da tua justiça todo o dia, pois os que procuravam o meu mal foram envergonhados e humilhados.