A Sabedoria edifica a sua casa
Duas casas, dois convites, ambos chamando os mesmos simples que passam. A casa da Sabedoria tem a mesa posta e a refeição pronta; a da Loucura oferece água roubada e pão comido às escondidas. A diferença não está na oferta, mas no que espera lá dentro. Entre as duas há versos sobre a repreensão.
9 1A Sabedoria — Jesus, a sabedoria do nosso Pai — edificou a sua casa; lavrou as suas sete colunas. 2Abateu os seus animais, misturou o seu vinho e também preparou a sua mesa. 3Enviou as suas servas para clamar desde os pontos mais altos da cidade: 4“Quem é simples, venha para cá!” Ao que não tem juízo ela diz: 5“Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que preparei. 6Deixai a insensatez, e vivereis; andai pelo caminho do entendimento.” 7Quem corrige o escarnecedor atrai afronta sobre si, e quem repreende o ímpio recebe insulto. 8Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará. 9Instrui o sábio, e ele se tornará mais sábio; ensina o justo, e ele aumentará o seu saber. 10O temor do nosso Pai é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é o entendimento. 11Pois por mim se multiplicarão os teus dias, e anos de vida se acrescentarão a ti. 12Se és sábio, para ti mesmo és sábio; se escarneces, tu só sofrerás as consequências.
O convite enganoso da Insensatez
13A mulher Insensatez é turbulenta; é ingênua e nada sabe. 14Assenta-se à porta da sua casa, num assento nos pontos mais altos da cidade, 15chamando os que passam, os que seguem direito o seu caminho: 16“Quem é simples, venha para cá!” E ao que não tem juízo ela diz: 17“As águas roubadas são doces, e o pão comido às escondidas é agradável.” 18Mas ele não sabe que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas da sepultura.