O Pai Envia o Seu Mensageiro
O Evangelho mais breve e mais ágil, que retrata Jesus como o Servo sofredor que veio “não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.
1 1O princípio do evangelho de Jesus Cristo, o Filho do nosso Pai. a a v1 Alguns manuscritos antigos não trazem "o Filho do nosso Pai". 2Como está escrito no profeta Isaías: “Eis que envio o meu mensageiro adiante de ti, o qual preparará o teu caminho. 3Uma voz que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.’”
4João apareceu, batizando no deserto e pregando um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados. 5Toda a Judeia e todos os habitantes de Jerusalém saíam ao seu encontro, e ele os batizava no rio Jordão, enquanto confessavam os seus pecados. 6João vestia-se de pelos de camelo, com um cinto de couro à cintura, e comia gafanhotos e mel silvestre. 7E pregava: “Após mim vem alguém mais forte do que eu; não sou digno de me abaixar e desatar a correia das suas sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo.”
O Pai Fala sobre o Seu Filho
9Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no Jordão. 10Imediatamente, ao sair da água, viu os céus se abrirem e o Espírito Santo descer sobre ele como uma pomba.
11E veio uma voz dos céus: “Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo.”
12E logo o Espírito Santo o impeliu para o deserto. 13Esteve no deserto quarenta dias, sendo tentado por Satanás; vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam.
14Depois que João foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho do nosso Pai,
15e dizendo: “O tempo está cumprido, e o reino do nosso Pai está próximo; arrependei-vos e crede nas boas novas.”
Jesus Chama os Seus Primeiros Discípulos
16Passando pelo mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, lançando a rede ao mar, pois eram pescadores.
17E Jesus lhes disse: “Vinde após mim, e eu farei que vos torneis pescadores de homens.”
18E logo deixaram as suas redes e o seguiram.
19Indo um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, no barco, consertando as redes. 20Imediatamente os chamou; e eles, deixando seu pai Zebedeu no barco com os empregados, o seguiram.
Autoridade sobre as Trevas
21Foram para Cafarnaum. E logo, no sábado, ele entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Maravilhavam-se com o seu ensino, porque os ensinava com autoridade, e não como os escribas. 23E logo apareceu na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, que gritou. 24Por que te intrometes conosco, Jesus de Nazaré? Vieste destruir-nos? Sei quem tu és — o Santo de Deus!
25Mas Jesus o repreendeu, dizendo: “Cala-te e sai dele!”
26E o espírito imundo, convulsionando-o e clamando com grande voz, saiu dele. 27Todos ficaram admirados, a ponto de perguntarem uns aos outros: “Que é isto? Uma nova doutrina com autoridade! Ele ordena até aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” 28E logo a sua fama se espalhou por toda parte, por toda a região da Galileia.
A Cura Chega à Casa de Simão
29Logo que saiu da sinagoga, ele foi para a casa de Simão e André, com Tiago e João. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre, e logo lhe falaram a respeito dela. 31Ele se aproximou, tomou-a pela mão e a levantou. A febre a deixou, e ela os servia.
32Ao anoitecer, quando o sol se pôs, trouxeram-lhe todos os enfermos e os endemoninhados. 33E toda a cidade se ajuntou à porta. 34Ele curou muitos que estavam enfermos de diversas doenças e expulsou muitos demônios; e não deixava os demônios falar, porque o conheciam.
Jesus Se Retira para Orar
35De madrugada, quando ainda estava escuro, ele se levantou, saiu para um lugar deserto e ali orava. 36Simão e os que estavam com ele foram procurá-lo, 37e, encontrando-o, disseram-lhe: “Todos te procuram.”
38Ele lhes respondeu: “Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, para que eu pregue também ali, pois foi para isso que vim.”
39E percorreu toda a Galileia, pregando nas sinagogas deles e expulsando demônios.
O Leproso Purificado
40Aproximou-se dele um leproso que, de joelhos, lhe suplicou: “Se quiseres, podes purificar-me.”
41Movido de profunda compaixão, ele estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: “Quero; sê purificado.”
42E imediatamente a lepra o deixou, e ele ficou purificado. 43Advertindo-o severamente, logo o despediu,
44e lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e oferece pela tua purificação o que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho.”
45Ele, porém, saindo dali, começou a proclamá-lo abertamente e a divulgar a notícia, de modo que Jesus já não podia entrar publicamente em nenhuma cidade, mas permanecia em lugares solitários; e de toda parte vinham ter com ele.